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Cacique baiano busca proteção após relatar ameaças de morte

Líder dos índios tupinambás da Serra do Padeiro, em Buerarema, no Sul da Bahia, busca proteção policial

O cacique Josivaldo Ferreira da Silva, mais conhecido como Babau e líder dos índios tupinambás da Serra do Padeiro, em Buerarema, no Sul da Bahia, busca proteção policial para si e seus familiares após descobrir suposto plano de assassinatos.

Babau buscou na semana passada o Ministério Público Federal (MPF), em Brasília, para denunciar o caso e pedir providências sobre a demarcação da Terra Indígena Tupinambá, de Olivença, e levou uma carta às autoridades nacionais e internacionais.

De acordo com o cacique, índios relataram a ele sobre uma suposta reunião em Itabuna, Sul do estado, entre fazendeiros e policiais civis e militares para discutir uma forma de matar três irmãos de Babau e duas sobrinhas.

A maneira encontrada, segundo o relato obtido pelo cacique, seria matá-los durante uma falsa blitz na qual os índios seriam incriminados com armas e drogas “plantadas” nos carros. Até a rotina dos familiares de Babau já seria de conhecimento do grupo.

Babau disse ao MPF que os índios descobriram também que um veículo com placa de Salvador estava perseguindo uma das sobrinhas dele, conforme registraram câmeras de segurança.

Nessa segunda-feira (11), um comentário anônimo no site “Verdinho Itabuna”, que reproduzia notícia do jornal “Folha de S.Paulo” sobre as denúncias de Babau ao MPF, davam o tom do clima em Buerarema. “Vou arrancar a cabeça desse safado, não chega em junho. Vai ser festa aqui em Buerarema. Estamos armados até os dentes, somos 400 homens para acabar com essa raça de ladrão. Babau, o seu fim já está escrito, ou você suma (sic) ou cai no aço. Vai ser mais de cem tiros de escopeta na cara”.

Segundo informou o MPF nessa quarta-feira (13), foram enviados ofícios para o governador da Bahia, Rui Costa (PT), e para a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), “pedindo medidas necessárias para a efetiva proteção do cacique e seus familiares”.

A SSP informou que não recebeu comunicado sobre pedido de proteção. O MPF informou ainda que “ofícios a outras autoridades devem ser enviados ainda esta semana”, e que não disponibilizaria o conteúdo dos mesmos.

Fonte:Correios

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