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Inclusão digital exige renovação de pontos públicos de internet

Mesmo com o aumento no número de domicílios brasileiros conectados à internet, os centros de inclusão digital ainda são constantemente usados por aqueles que não têm nem computador nem banda larga fixa em casa.

De acordo com a última pesquisa TIC Domicílios (2016), que mede o acesso às Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC), 46% dos lares brasileiros ainda estão desconectados. O índice sobe para 54% entre as famílias com

Em São Paulo, o Acessa SP oferece à população, gratuitamente, acesso a computadores com internet e contam ainda com o auxílio de instrutores. Os cidadãos que frequentam podem pesquisar diversos assuntos, estudar, procurar emprego e ainda fazer cursos on-line como o Trilhas do Conhecimento, dirigido aos jovens que concluíram ou concluirão o ensino médio, com orientações sobre temas voltados ao desenvolvimento profissional e pessoal.

Algumas unidades ainda oferecem impressão de documentos, serviço muito usado para quem precisar imprimir um currículo profissional, por exemplo. O programa existe há 18 anos, nesse período cadastrou 3,430 milhões de pessoas e realizou 98 milhões de atendimentos. Atualmente há 496 postos em funcionamento em todo o estado, a maioria funciona em parceria com as prefeituras.

Telecentros

Com unidade em todo o Brasil, os telecentros do governo federal oferecem cursos e atividades e funcionam como espaço de integração, cultura e lazer. Os frequentadores também contam com assistência de monitores.

Segundo o Portal Governo Digital, existem 7.755 telecentros, instalados por meio de parceria entre ministérios, prefeituras e entidades, que são responsáveis pela manutenção desses espaços.

Segundo a pesquisa anual feita com usuários do AcessaSP, 41% estavam sem trabalho e procurando emprego pela internet e 60% foram a um posto, nos últimos 12 meses, para atividades profissionais. A pesquisa mostrou ainda que 58,67% dos usuários têm renda familiar até dois salários-mínimos e 52,86% têm computador (desktop, laptop ou netbook) em casa, mas apenas 22,46% têm internet.

Desafios da inclusão digital

Segundo os dados da TIC Domicílios, a internet móvel é a principal forma de conexão em 9,3 milhões de residências, principalmente entre as classes D e E, na Região Norte e nas áreas rurais. Mesmo com a popularização do uso da internet no celular, os telecentros continuam desempenhando um papel importante para a inclusão digital, pois alguns serviços, como montar um currículo ou escrever uma redação, por exemplo, ainda dependem de um computador.

Mas a inclusão social requer mais do que ofertar computadores e internet de graça. O processo de democratização do acesso às tecnologias da Informação deve permitir a inserção de todos na sociedade da informação.

Desde que o Marco Civil da Internet foi aprovado, em 2014, o acesso à internet é considerado um serviço essencial para todos e condição fundamental de garantia da cidadania. Cada dia mais, aspectos da vida cotidiana dos cidadãos dependem da conexão à rede, por exemplo, o pagamento de contas, o acompanhamento sistemático da gestão pública e até mesmo a inscrição em concursos públicos. Com informações da Agência Brasil.

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