Caixa promete análise de 17 milhões de pedidos de auxílio até amanhã

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou, nesta segunda-feira (11), que a análise de mais de 17 milhões de solicitações para o auxílio emergencial de R$ 600, que tiveram os dados inconclusivos, serão concluídos até a próxima terça-feira (12). “A expectativa é que entre hoje e amanhã receberemos a resposta do Dataprev e do Ministério da Cidadania. São aqueles últimos em análise”, disse.

Ele participa de audiência pública virtual da Comissão Mista de Acompanhamento das Medidas relacionadas ao Coronavírus, transmitida pela TV Senado. Guimarães explicou, no entanto, que nem todos esses 17 milhões que terão a análise concluída receberão, de fato, o benefício. “Alguns não devem se encaixar nas regras, outros vão precisar de mais uma análise”, observou.

O presidente do banco afirmou que 50 milhões de brasileiros já receberam o auxílio emergencial, totalizando um montante de R$ 35,5 bilhões. Ao todo, foram analisados 96,9 milhões de cadastros. Desses, apenas 50 milhões eram elegíveis para o recebimento do recurso.

Dos 32,1 milhões processados pelo Cadastro Único, apenas 10,5 milhões eram elegíveis. Já dos 19,9 milhões de brasileiros do programa Bolsa Família que solicitaram o benefício, 19,2 milhões estavam aptos a receber o recurso. Dos outros 51,9 milhões de cadastros pelo site e pelo aplicativo, 20,3 milhões se encaixavam nas regras.

Segunda parcela

Guimarães voltou a reforçar que o pagamento da segunda parcela do auxílio emergencial será feito de forma “muito mais equilibrada” e organizada. Segundo ele, o novo cronograma para a liberação do recurso deverá ser divulgado em breve. “Não posso adiantar porque ainda está sendo fechado por mim e pelo presidente da República. Mas será anunciado muito em breve”, afirmou.

Após falas do ministro da cidadania, Onyx Lorenzzoni, e do próprio Pedro Guimarães na semana passada, havia uma expectativa de que o calendário tivesse sido liberado até a última sexta-feira (8).

Redução de juros

Após reduzir de 14%, no início de sua gestão, para 2,9%, em março, o presidente do banco ainda comentou que será feita uma nova redução de juros para o cheque especial. Segundo ele, as opções de todas as linhas de crédito oferecidas pela CEF estão em análise.
“Vamos anunciar outra redução muito em breve, e a mesma coisa com o parcelado do cartão de crédito”, disse. Ele adiantou também que o crédito imobiliário será um dos que terá o juros cortado.

Por: R. Amaral | Fonte: CNN | 11/05/2020